Os incentivos fiscais têm se consolidado como uma estratégia essencial para ampliar o acesso a produtos para saúde no Brasil. Além disso, eles contribuem significativamente para a redução dos custos em toda a cadeia de distribuição.
O setor da saúde é muito impactado pela complexidade tributária brasileira, com altas alíquotas sobre itens essenciais para o tratamento e prevenção de doenças. Dessa forma, esses incentivos fiscais aliviam os gastos dos pacientes e, ao mesmo tempo, fortalecem o sistema de saúde.
Ao permitir que hospitais, clínicas e laboratórios invistam em melhorias e expansão de serviços, esses incentivos têm um impacto positivo na qualidade do atendimento.
Neste texto, vamos explorar como os incentivos fiscais estão transformando o acesso a produtos para saúde no Brasil. Acompanhe!

O que são incentivos fiscais?
O governo concede incentivos fiscais a empresas ou setores da economia para estimular determinadas atividades econômicas, sociais ou regionais.
Em outras palavras, oferecem vantagens fiscais para impulsionar setores específicos da economia, atrair investimentos e promover o desenvolvimento.
Esses incentivos geralmente ocorrem por meio:
- Da redução de alíquota incidente sobre determinados tributos;
- Da isenção total ou parcial do pagamento de um imposto;
- Do diferimento de impostos, ou seja, da postergação do pagamento de impostos para um momento futuro.
Por que os incentivos fiscais são importantes para o acesso a produtos para saúde?
Os incentivos fiscais reduzem custos em toda a cadeia de distribuição de produtos para saúde, tornando-os mais acessíveis para instituições e para a população. Além disso, eles ajudam a diminuir as barreiras ao acesso, principalmente em áreas mais vulneráveis.
A carga tributária sobre produtos essenciais, como medicamentos, equipamentos médicos e insumos hospitalares, é alta, impactando o preço final e dificultando o acesso, especialmente em comunidades vulneráveis e sistemas de saúde com orçamentos limitados. Por isso, os incentivos fiscais têm um papel crucial na mitigação desses custos.
Quando o governo implementa políticas de incentivos fiscais, como isenções ou reduções de impostos, ele permite que as pessoas possam se beneficiar desses produtos de maneira mais acessível.
Além disso, os incentivos fiscais estimulam o desenvolvimento econômico e o crescimento do setor de saúde. Empresas importadoras e fabricantes conseguem reduzir custos operacionais, investir em inovação e expandir suas operações, o que, por sua vez, melhora a qualidade e a disponibilidade de produtos.
De forma particular, os incentivos são essenciais para itens de alta tecnologia, como equipamentos de diagnóstico, próteses e dispositivos médicos complexos, que dependem de importações e são impactados pela tributação.
Em situações de crise, como a pandemia de COVID-19, os incentivos fiscais se mostraram vitais para garantir o fornecimento contínuo de insumos essenciais, evitando desabastecimentos e atendendo à demanda urgente.
Por fim, os incentivos fiscais impactam diretamente a qualidade de vida da população, facilitando o acesso a produtos essenciais. Isso não só torna os tratamentos mais acessíveis, mas também melhora a prevenção de doenças e os índices de saúde pública.
Principais formas de incentivos fiscais para acesso a produtos para saúde
As principais formas de incentivos para acesso a produtos para saúde é a redução das alíquotas para PIS/COFINS-Importação e a redução da alíquota do Imposto de Importação:
Redução das alíquotas para PIS/COFINS-Importação
Para Pessoa Jurídica no regime de apuração não cumulativa da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, há redução nas alíquotas para 0% (zero por cento) do PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação. Essa redução aplica-se à importação de produtos classificados nas posições 30.02, 30.06, 38.22, 39.26, 40.15 e 90.18 da TIPI, conforme Anexo V da Instrução Normativa RFB nº 2194/2024. Os produtos são destinados ao uso em hospitais, clínicas, consultórios médicos e odontológicos, em campanhas de saúde do poder público, e em laboratórios de anatomia patológica, citológica ou de análises clínicas.
Redução da alíquota do Imposto de Importação (II)
O governo brasileiro, por meio de mecanismos como a redução ou isenção temporária de alíquotas de Imposto de Importação (II), facilita a entrada de medicamentos, equipamentos hospitalares e insumos essenciais que não possuem produção suficiente no mercado interno. Além disso, essa medida visa suprir lacunas no mercado, garantindo a disponibilidade de produtos essenciais.
Um exemplo disso está a deliberação do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex), permitindo que 13 produtos de vários setores passassem a ter redução da alíquota do Imposto de Importação. Entre esses produtos, estão medicamentos usados no tratamento de câncer de próstata e outros tipos de câncer.
De maneira similar, os insumos usados na produção de luvas médicas, além de lentes de contato hidrogel concebidas para correção de miopia, hipermetropia ou astigmatismo, também tiveram suas alíquotas reduzidas a 0% para o Imposto de Importação.
Em adição, a redução da alíquota do II foi aprovada com a inclusão do Ex-Tarifário na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec) do Mercosul. Isso, portanto, fortalece o acesso a itens essenciais para a saúde e outros setores estratégicos.
A importância do Ex-Tarifário na importação de produtos para saúde
O Ex-Tarifário é um mecanismo tributário que reduz temporariamente a alíquota do Imposto de Importação sobre bens de capital (BK) e bens de informática e telecomunicação (BIT) sem produção nacional equivalente. Dessa forma, ele se apresenta como uma ferramenta crucial para o setor de importação.
Além disso, esse regime é estratégico na importação de equipamentos hospitalares, insumos e medicamentos, áreas onde a tecnologia avançada e a urgência são essenciais para a qualidade do atendimento à saúde. Por conseguinte, o Ex-Tarifário contribui para o acesso a itens fundamentais para tratamentos médicos eficazes.
Ademais, além de reduzir o custo de aquisição, o Ex-Tarifário facilita o acesso a tecnologias de ponta. Por exemplo, muitos equipamentos de alta complexidade, como:
- Tomógrafos;
- Ressonâncias magnéticas;
- Robótica cirúrgica;
- Ventiladores;
- Monitores;
Não têm produção equivalente no Brasil, e o Ex-Tarifário permite a importação sem altos custos.
Equipamentos hospitalares modernos impactam diretamente a qualidade do atendimento, tornando exames e procedimentos menos invasivos, mais seguros e rápidos.
Embora mais aplicado a bens de capital e tecnologias, o Ex-Tarifário também influencia a logística de importação de insumos e medicamentos, especialmente para equipamentos e componentes necessários à produção local.
Produtos utilizados na composição de fármacos e testes laboratoriais também podem se enquadrar no regime de Ex-Tarifário.
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